Monsters of Rock 2013: o dia do ódio

Monsters of Rock 2013: o dia do ódio

É com muito prazer que faço esse review já apontando que foi um festival de saldo positivo para o público, pelo menos se tratando de qualidade de som, localização e, é claro, de shows
excelentes.

O festival, que aconteceu na Arena Anhembi, em São Paulo, se dividiu em dois dias, 19 e 20 de outubro. Chamo o primeiro dia, carinhosamente, de “dia do ódio”, onde tivemos uma seleção de bandas de Metal, Hardcore, New Metal e porradaria em geral – curiosamente apenas bandas “novas”, e digo isso pois não tínhamos nenhum clássico das antigas no line up como um Slayer, Anthrax (se parar para pensar, Korn já tem 20 anos de atividade. Sim, você está velho.)

Eu poderia falar dos defeitos como preço de tudo, sol forte sem uma sombra, mas depois de anos indo a festivais e shows grandes isso já parece algo irreversível e um problema até cultural do Brasil, então vamos falar de coisa boa!

monsters

Gojira – Perdi. Mals ae : (

gojira

 

Hatebreed – Eu estava muito empolgado por essa banda, só conhecia de ouvido e bem superficialmente. Já imaginava que, ao vivo, seria mega empolgante – e foi! No meio de um sol escaldante, a banda não deixou barato e, com uma puta energia e velocidade que gerou muitas rodas e aposto que criou muitos fãs ali. Foi um show curto em que a banda escolheu mostrar novos sons do último álbum e deixando vários hits de fora, sem se importar muito com o público antigo. Destaque para o guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, que surge para tocar com os caras a clássica Refuse/Resist e deixar o público maluco com altas rodas!

http://www.youtube.com/watch?v=KgWwrSxuFKc

 

Killswich Engage – Não é uma banda fácil de absorver e curtir, embora extremamente competente em termos musicais e muito energética. Agitou apenas fãs e empolgados no geral, acho que pouca gente saiu desse show querendo mais da banda.

http://www.youtube.com/watch?v=4eZuEpmEDZ4

 

Limp Bizkit – Odiada por muitos e guitly pleasure para outros, o Limp Bizkit entrou no palco quando o sol saiu de cena. Em cinco segundos de riffs, o guitarrista Wes Borland já tinha o público na mão ao abrir com Thieves, do Ministy. A nbso online casino reviews banda já mostrou que sabia que estava em um festival e ia agradar todo mundo de uma maneira ou outra.

Fred Dust, mesmo com sua pinta de falsa humildade, conseguiu a simpatia do público com uma sequência de hits impressionante. Foi um show onde ondas se formavam com o povo pulando a cada música – para os torcedores de nariz, muitas covers e trechos de músicas que de Guns n Roses, Metallica, Iron Maiden, Megadeath, Nirvana e Rage Against the Machine, culminando na clássica versão de Faith, de George Michael. O destaque costumeiro do show vai para Wes Borland, que não se contenta em ser um ótimo guitarrista e, dessa vez, surge pintado de branco com um capacete, luva e ombreira com luzes piscando com efeitos diferentes a cada música. O cara era um super herói.

Foi um ótimo show no geral, mas faltou muita coisa para os fãs, inclusive material do último disco, Gold Cobra. Tendo em vista que foi um show curto para um festival, a banda teve um saldo bem positivo com um dos shows mais empolgantes da noite.

http://www.youtube.com/watch?v=Y2ZIsM9EDQk

 

Korn – Jonathan Davis, o Jack Sparrow do rock, estava com a corda toda e fez um show sem enrolações, muito direto e só com porradas. Era irresistível ficar parado (e olha que eu nem curto muito a banda). No bis ainda tivemos mais um “momento Sepultura”, dessa vez com Andreas e Derrick juntos no palco, tocando Roots Bloody Roots. É meio difícil falar que Korn fez cover de Sepultura, pois Jonathan ficou pulando sem cantar deixando todo o trabalho para Derrick e a plateia, que se esgoelou aos berros. Foi ROOOOOOOOOTS.

Com três músicas do disco novo no curto setlist, a banda conseguiu transmitir a mesma identidade e empolgação dos hits, já provando que The Paradigm Shift é um mais do mesmo muito bom que caiu nas graças do público instantaneamente. Mesmo faltando muitos clássicos como Clown e A.D.I.D.A.S. o show foi de um saldo muito positivo.

http://www.youtube.com/watch?v=x4kLaipF6pw

 

Slipknot – Fãs de Slipknot são malucos e, quando digo malucos, falo de gente que ficou desde o meio dia debaixo do sol com macacão e máscara, assistindo aos outros shows enquanto esperavam por esse momento. Sim, eles têm razão em ser malucos, pois a banda honra qualquer expectativa e devoção dos seus “maggots”, nome carinhoso dado por eles (não procure por isso no Google Images).

Corey Taylor provou mais uma vez que é um ótimo frontman, tendo o público na mão a todo o momento. Todos os pedidos de gestos a berros eram atendidos pelo público sem pestanejar, inclusive o já clássico agachamento seguido do pulo coletivo no meio de Split it Out.

Foi um show completo. A única ressalva foi para a performance “meia boca” de um dos momentos mais aguardados do show, o solo de bateria de Joey – que normalmente ficaria inclinada em 90º girando com um pentagrama aceso por trás. Em vez disso, foi só um momento rápido e sem destaque, dando a impressão de que o equipamento estava com defeito.

Ao mesmo tempo foi um show cruel, pois, com oito horas de pé e pulando desde a manhã num sol dos infernos, de quebrar qualquer um, o show do Slipknot era algo que não dava pra parar. o corpo reagia com espasmos no pescoço e fazia qualquer um sacudir a cabeça, pular e gritar como se não houvesse amanhã.

O setlist foi foi daqueles que não faltou nada: antes do bis, todos berravam por People=Shit e foram atendidos, seguido por Surfacing que foi para acabar de vez com esse dia dolorido, porém sensacional.