Black Sabbath em Porto Alegre: Missão Cumprida!

Black Sabbath em Porto Alegre: Missão Cumprida!

Nove de outubro. Quarta-feira. Era o dia.

Cinco e meia da tarde. Chegou a hora.

Pegamos o ônibus rumo ao show (quase) todos de preto, Iron Maiden, Slayer, Megadeth, Ozzy, Dio, Judas Priest, todos se espremendo no coletivo, sabendo que seríamos recompensados em breve.

Rumo à FIERGS (que pra minha simples e grotesca ignorância paulista era uma faculdade), trânsito caótico de Porto Alegre, parecia que estávamos indo a um show em São Paulo.

A impaciência imperava, ansiedade aumentava.

Ora, mas era o BLACK SABBATH!!!! (ok, 75% dele) Não aquela banda no Monsters of Rock de 1994, era a reverência àquela banda da década de 70, ou para os iniciantes, aquela mesma banda da camiseta do Tony Stark em Os Vingadores.

02

 

Trocamos de ônibus, o trânsito ficava mais intenso e parado. Não dava mais, descemos do ônibus para seguir a pé.

Repassava na minha memória as cenas dos shows correlatos em que já tinha presenciado: Black Sabbath (94), Dio (2001), Heaven & Hell (2009), Ozzy (2011)… e claro, Deep Purple (97/99, 2000 e 2003).

Encontramos alguns amigos e entramos, nada mais podia dar errado, ansiedade infinita pra presenciar a uma parte da história do rock!

Mal chegamos e começava a banda de abertura, Hibria, com show aperitivo de um som que não conhecia, mas ali todos os conceitos básicos do metal estavam presentes. OK.

Luzes se apagaram, no videowall ao fundo o nome MEGADETH se formava… dando as boas vindas à fortaleza: Hangar 18!

MegaDeath

Aquecimento impecável, show que animou demais a galera. Lembrei da última apresentação best online casino deles que assisti, no Monsters of Rock de 1998. Voltei no tempo.

Repertório curto e eficaz, repleto de clássicos e com cenas de filmes de cinema como essa. A galera empolgou mesmo com Symphony of Destruction e Peace Sells. Ou estavam guardando energia para o que viria.

Pequena (mas não menos importante) distração para quem esperou 35 anos pra ver três senhores da terceira idade que ao subir no palco se tornam DEUSES.

Antes mesmo do horário estimado, eis que as luzes se apagam e uma voz gritava “Olê, olê, olê, olê!” (sim, a mesma brincadeira seria repetida em todos os shows no Brasil).

Demoramos pra acreditar, mas era ele, o Príncipe das Trevas, estava querendo dessa forma avisar para dezenas de milhares de pessoas: O GENERAL ESTÁ CONVOCANDO A SUA MASSA!

Black Sabbath

Sirenes tocam e a galera explode com War Pigs! Em coro a galera mostrou a que veio, entoando cada verso, cada coro, air guitar, air drums, pulsos cerrados e mãos com chifrinho \m/ ao alto, do jeito que Dio nos ensinou.

Repertório já era conhecido e inalterável, sabíamos que era o começo do set list das nossas vidas.

Into the Void manteve o pique, que voltou somente em Black Sabbath e N.I.B. apresentando também as músicas do novo álbum, 13.

Black Sabbath

E como sempre, Ozzy agitava muito a galera comandando cada coro e movimento, coreografando o espetáculo. Nem parece um senhor com mais de sessenta anos de idade.

A cozinha trabalhou com maestria nesse show. O baixo do Geezer Butler deu o peso necessário para que Tony Iommy e Ozzy pudessem comandar a platéia. Tommy Clufetos, que já tocava com Ozzy em sua carreira solo, dominou a bateria e impressionou com um solo arrasador durante a pausa merecida do trio até que o bumbo poderoso os trouxesse de volta para Iron Man.

Black Sabbath

 

Ao final de Children of the Grave, já queria que começasse tudo de novo, incluindo outros clássicos que ficaram de fora da lista em loop eterno…

Antes da despedida, voltaram para o bis com o riff matador de Paranoid colocando o estacionamento abaixo, Tony Iommy mostrou que ainda tinha guardado mais um pouco pra arrebentar no final.

Black Sabbath

 

Sim, estávamos ali, cansados após um dia de trabalho, trânsito e no meio da semana, fazendo de todo dia (e não só o sábado) um dia de cultuar os deuses do metal.

Ao final da noite, a certeza de que vimos ali uma parte da história do rock.

É o sentimento de missão cumprida, entre tantas lendas do rock que vi no ao vivo: Robert Plant, Judas Priest, AC/DC, Iron Maiden, Slayer, Megadeth, Metallica, Alice Cooper, Roger Waters (incluindo The Wall), Ramones, é… faltava esse.